As memórias já não fazem mais sentido.
São vultos de um passado que construímos, e de repente, desmoronaram como uma parede fina e fraca. Suas lembranças são escombros do que um dia chamamos de felicidade. Sua voz ecoa pelos cantos frios e escuros da minha alma, e sua presença é tão feroz quanto um animal encurralado. Seu rosto me assombra toda vez que ouso fechar os olhos. Os dias passam devagar, e as noites são longas e solitárias. O ar queima minhas narinas quando respiro, e cheira à saudade. Às vezes, tenho delírios e visões de um passado feliz, que você fez questão de destruir.
Assim como destruiu meu coração.
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